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Archive for the ‘Baú’ Category

dad-e-eu_reparosPelo Dia de ontem, 1º de Maio… Uma historinha comigo e meu pai de algo que deu um certo trabalho… O título em questão veio por uma observação feita por minha mãe: de que eu e ele não ganharíamos nem para o cafezinho… Pois é! Como montadores de móveis éramos lerdos demais. E nessa aventura lá pelos idos de 2008… levamos dois dias para montar uma mesa / rack / estante para o meu quarto, e onde ficaria o computador…

Bem, um montador profissional, e dos bons, faz todo o trabalho num tempo bem curto. Mesmo não ganhando por horas, pode até atender outras pessoas num mesmo dia. E claro que cobram muito além de um cafezinho. O que aliás é oferecido pelos donos da casa, quer por mera delicadeza, ou pela satisfação do serviço bem feito. Que no caso o pouco tempo gasto na execução também conta. Até porque após essa conclusão também há o trabalho do que será guardado no móvel.

Sei disso até porque há pouco tempo precisei desses serviços… Que mesmo que o meu pai estivesse ainda vivo, os móveis em questão dariam muito mais trabalho na montagem: uma arca cristaleira e uma arca balcão. O primeiro profissional foi bem rápido e fez um bom serviço. Já um outro senti que seria lento demais… creio que tal e qual eu e meu pai nessa outra história mais antiga, em meados de 2008… Por “sorte” as portas do armário vieram erradas, e sem poder continuar o serviço… Eu o dispensei! Claro que paguei parte da diária, e que foi bem mais que um “cafezinho”…. Mas pelas quase duas horas que levou abrindo e retirando as peças das caixas não o chamaria mais… Enfim, quando as portas certas chegaram, tratei de chamar o rapidinho. Que veio e fez o serviço num quase “vapt, vupt”…

O que me leva a já deixar como dica de que tendo o dinheiro para pagar por um bom e rápido montador de móveis, contrate sem pestanejar. Do contrário, é encarar com bom humor o que pode vir da montagem feita por profissionais lerdos… Ou pelos os não da área, como eu e Dad…

Um resumo desse épico: Que começou a complicar com o esquema cheio de erros. Com algumas peças faltando furos, e até com numerações trocadas ao do esquema… Isso é algo que até nos leva meio que ignorar o esquema em si e seguir por intuição olhando o desenho do móvel já pronto… Algo que meu pai só foi admitir depois de alguns “parafusar e desparafusar”… A mesa / estante tinha um formato de “L”, e como também veio com as medidas erradas, é algo que traria problema para quem fosse encaixar o móvel num espaço certo. Por vezes, 5cm faz uma diferença e tanto. O que não foi o meu caso já que o quarto de então era grande. Por fim, só pudemos terminar a montagem no dia seguinte até por ter vindo sem alguns parafusos, mas também porque decidimos dar um reforço extra ao móvel. Afinal, os computadores “antigos” eram pesados. O meu era um gigantão. De qualquer forma, eu reclamei no site, inclusive pela propaganda enganosa…

Em meu tempo de andante eu até que era boa em decifrar esses “esquemas”… Certa vez, o montador da loja estava demorando a aparecer e às vésperas de um Natal… Dai minha mãe convocou meu pai e um irmão para então montarem a estante. Eles olharam para o esquema e… foram por quarto ver futebol. Então, abri um espaço no meio da sala e comecei a montar… Não demorou muito e eu a montei sozinha, mas faltando uns detalhes que então precisaria dos dois…  cheguei na porta do quarto dizendo algo assim: ‘_Preciso de ajuda para um reforço no aperto dos parafusos e colocar a estante de pé.’ Ambos correram para a sala e ficaram boquiabertos, até pelo pouco tempo que eu levei… Ganhei então fama! É que na mesma semana uma vizinha me chamou para então ajudar ao marido dela que já estava à horas tentando montar uma estante… Fui lá, e em menos de 15 minutos nós montamos a estante.

Voltando a dupla comigo já cadeirante e Dad… Depois desse episódio, eu e ele fizemos mais montagens e desmontagens… onde em algumas das vezes até que ganharíamos para o cafezinho… E no balanço geral, de todas essas montagens com ele até que foram divertidas! Saudades de ti, Pai!

Ah! Se alguém precisar de uma montadora… Comigo, no máximo ganhará uma boa prosa… Hehe…

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perfumes-da-noiteQuando morei na “jungle” o perfume exalados durante à noite pelas flores eu sentia quase o ano inteiro. Entre tantas havia “Dama-da-noite“, “Colônia“… A brisa que descia da Serra trazia essas fragrâncias noturnas para dentro do meu quarto. E uma em especial qual foi a minha surpresa que vindo morar na capital eis que a encontro bem próxima a janela do meu quarto. O nome é um tanto estranho – “Peregun“, mas o perfume que suas flores exalam à noite é uma delícia! Somada as Colônias… estou bem servida durante à noite. Precisando trazer outras mais para então sentir o perfume das flores noturnas durante o ano inteiro.

Nossa memória olfativa mantém um registro que nem lembramos mais. Até que de repente o sentir novamente o perfume pelo menos parte de nossa história vem à tona. Como certa vez ao sentar ao lado de uma pessoa, o perfume dela… primeiro me pareceu familiar, mas lá do passado… Com vergonha de perguntar, fiquei eu a viagem inteira tentando lembrar qual era. Até que, quando ela se levantou para descer, ao passar por mim um nome veio à mente. Mas ai já era tarde para perguntar. E por uns segundos o perfume e nome me levou ao passado… Nem sei se alguma perfumaria o recriou… Como também se era o mesmo… O lance é que o que a memória trouxera fora o “Artmatic“. Talvez por ter sido uma época de uma infinidade bem menor de perfumes, dai ter ficado na memória. Mas naquele momento fora realmente uma doce lembrança…  Um outro dessa mesma época também virou uma febre, sendo que esse a fragrância principal se encontra até em desodorantes, era o Wil Musk Oil, da Coty.

perfume_gosto-pessoalUm outro lance sobre uma fragrância… Eu atravessava uma grande avenida… e eis que em meio aquela multidão que atravessa o sinal… um perfume chegou a mim e de imediato me fez lembrar de um cara… Caramba! Quase que as pernas bambearam com certas lembranças… Mas tive que “acordar” e correr pois o sinal não iria esperar pelos meus devaneios… O interessante foi que a memória me fazer lembrar dele, da fragrância que ele usava sempre, mas do nome do perfume não lembrei. Essa parte ela não armazenara… Eu até gosto das fragrâncias amadeiradas nos perfumes masculinos… A dele tinha a presença de pinho com alguma floral…

Não sei se hoje com muitos mais perfumes no mercado… Fica meio raro de uma fragrância ligar a uma pessoa. Que dirá se no futuro a época atual deixará doces lembranças aromáticas… Ou nem cogitem mais isso. Que virou nostalgias, romantismo que vão se perdendo em meio a mundo de máquinas… Marcas pessoais como nessa outra historinha, quando logo após passar por um local, mais a frente ouço esse diálogo:
_Nossa! Que frescor de perfume…
_Aposto que é a Valéria…“. E você sorrir ao olhar ambos na porta…

Pois é! Amo as fragrâncias cítrico-florais. Mas não sei se por elas despertarem algo em mim… O certo é que gosto da sensação de frescor, de parecer ter saído de um banho que exalam… Tem algumas outras fragrâncias que eu até gosto de sentir, mas em outras pessoas e não em mim. Sei lá! Acho que o perfume tem que ser aceito primeiro pela nossa pele… Criar uma certa intimidade com o nosso cérebro… E então virar nossa marca pessoal!

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na-espera-deAquela menininha mal cabia em si tamanha era a alegria que estava sentindo. Sem idade bastante para compreender o tempo, sentia que aquele dia iria custar a passar. Já nem contava às vezes em que ia até a frente da casa como a esperar que num passe de mágica o avistasse de longe. Nem com os avisos de sua mãe de que ainda faltava muito tempo fazia com que esquecesse do fato. Sua cabeça fervilhava de ideias, de expectativas, de como seria dali para frente.

Tentou brincar. Se distrair. Mas naquele dia nenhum brinquedo lhe tiraria da mente aquela chegada… Mal sabia ela que aquele dia – mais precisamente aqueles momentos finais -, ficariam eternizados para sempre em sua memória. Se ao longo da vida muitas lembranças vão se esvaindo naturalmente dando lugar as de novas vivências, aquele dia nem o tempo apagaria. Mais! Pontuando a de a mais tenra e doce memória de quando criança. Por tudo que vivenciou depois… Viria como um bálsamo. Ou até mesmo como uma bênção em meio a tantas outras lembranças dolorosas.

As horas foram transcorrendo… A rotina diária como banhos, almoço, lanches… até que ajudaram um pouco a preencher o dia. A tarde caiu, o que levou a reacender o fogo interno por indicar que agora sim faltava pouco tempo nessa espera. O contentamento era tanto que nem a chuva trazida pelo entardecer fez diminuir. Aliás, talvez seja por essa história que a levou entrar em comunhão com a chuva. A amar banhos de chuva daquele dia em diante.

A noite chegou… Por causa da chuva teve que esperar dentro de casa. Sentada próxima a janela para captar os sons da rua. Querendo ouvir o som do Jeep de seu tio parando bem em frente ao portão e então correr para ser a primeira a receber seu pai com a primeira televisão! E foi o que aconteceu! Ao abrir a porta lá estava seu pai banhado de chuva, mas também feliz por aquela compra que nem os presentes natalinos depois conseguiram superar dessa chegada!

Muitos anos depois, numa das muitas reuniões em família, ao contar sobre esse dia, com essa riqueza de detalhes, fez seu pai ficar admirado! Pois pelas contas dele, do ano dessa compra, ela estaria com três anos de idade. O que causou uma surpresa geral. Gerando até um tema ali: Qual seria a lembrança de mais longo tempo de cada um de nós? Como viram a dela fora a chegada do primeiro aparelho de televisão em sua casa! Uma companheira de muitas outras histórias. Inclusive e já no ano seguinte a de que a ajudara a aprender a ler e a escrever. Mas essa eu conto outro dia.

A de hoje vem como a minha homenagem ao dia de hoje! Em contar uma das minhas histórias. Pois essa menininha sou eu!

Um Feliz Dia da Criança que ainda habita em cada um de nós!

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Pensando em fazer Bolinho de Chuva para chamar a chuva. Não sei se vale como simpatia, mas não custa tentar! Até porque essa receita leva banana que deixa um sabor especial, e o açúcar mesmo só vai ao envolvê-lo dep0is de pronto junto com a canela.

Antigamente bastava eu vestir uma calça comprida branca que chovia em pelo menos um trecho do percurso ou no destino final. Podia estar fazendo um tremendo sol sem nenhuma nuvem quando saía de casa, mas ao chegar noutro bairro lá ou já estava chovendo ou desabava uma chuva forte na hora. Essa história começou com uma calça Lee branca. Nossa! Faz é tempo! Fora a minha primeira calça Lee, no qual eu tive que esperar até caber nela, já que sendo importada – made in USA, via Zona Franca de Manaus -, mesmo o menor número era enorme. Assim, quando ela enfim coube em mim, eu queria mais era usar. Só que comecei a notar que sempre que saía com ela, chovia. E não apenas eu, quem estava junto também fazia essa ligação, e com isso a história repercutiu com a vizinhança. Então, quando me viam saindo com ela, os vizinhos se dividiam. Os que também gostavam de chuva, incentivam. Já os que queriam que a chuva não viesse… Bem, era meio complicado explicar a esses que me dera vontade de usar a Lee branca.

O certo mesmo era que eu de calça comprida branca atraía chuva. Mas como atualmente já não há mais esse efeito. Então o jeito é tentar outro jeito de chamar pela chuva para refrescar um pouco essa Primavera com muitos dias ainda para terminar. Dai vamos a receita!

Bolinho de Chuva com Banana:

Ingredientes: 1 xícara (chá) de leite, 2 ovos, 2 xícaras (chá) de farinha de trigo, 1 banana, 1 colher (sopa) de fermento em pó, óleo para fritar, açúcar e canela.

Modo de preparo: Coloque em uma tigela o leite e os ovos batidos, mexa e adicione a farinha de trigo, a banana amassada e o fermento. Misture bem até obter uma massa homogênea. Aqueça o óleo em uma panela. Com o auxílio de duas colheres faça pequenas bolinhas de massa e despeje-as no óleo quente. Deixe fritar até que os bolinhos estejam ligeiramente dourados. Escorra-os em papel toalha. Passe-os na mistura de açúcar e canela. Bom Apetite!

E que venha a chuva!

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Homenageando o Dia do Professor contando uma história com um certo Professor de Português. E que já começou no primeiro dia de aula. Um dia, e um ano letivo que ficou na minha história. Ele chamou minha atenção, mas mais por não ter gostado da atitude dele em sala de aula. Onde alunos para ele eram seres desprezíveis. Disse outros impropérios também nessa primeira “aula”. Mas apesar de toda aquela arrogância no qual se dirigiu aos alunos, vi naquela revolta alguém que merecia ser tratado com uma certa gentileza. Por pena? Não sei… Talvez por meu jeito carinhoso de ser.

Por outro lado, em meio a todo palavreado rude, falou que em todos os seus anos de magistério nunca dera uma nota 10. Daí eu disse que eu seria a primeira. Que a mim daria esse primeiro 10. Ele duvidou. E assim deu-se início a uma disputa entre eu e ele. Se por um lado eu estudava com afinco, por outro ele não facilitava em nada. Cheguei a pensar em parar para não prejudicar a turma. Afinal, eles não tinham nada com isso. Mas vendo que era em cima da minha prova que ele se detinha, continuei em busca da nota que ele nunca dera antes.

As duas primeiras provas foram: 9,6; 9,8. Na terceira…

Bem, no dia em que ele entregou a prova do terceiro bimestre eu faltei (Não estou me lembrando o porque. Agora, era raro eu cabular aula.) No dia seguinte mal cruzo o portão várias colegas me cercaram para contar um lance. Todas falavam ao mesmo tempo. O que deu para apurar foi que uma grande amiga bateu de frente com esse professor. Quando ele exibiu a minha prova, parecia satisfeito que por causa da falta de um simples e único “s” ainda não seria dessa vez que daria a nota máxima. Me contaram que a maioria o vaiou. Mas que essa entrou numa discussão com ele. Mostrando a ele que o tal “s” faltava numa resposta discursiva numa interpretação do texto. Um pequeno descuido pela pressão. Por fim, ela o convenceu. Ele dera a primeira nota máxima a um aluno.

Essa amiga foi alguém que também marcou um período. Nos divertíamos muito. Era uma menina inteligente. Mas por problemas familiares faltava muito as aulas. Eu passava cola para ela. Cola essa que ela somente copiava até a média para não ficar pendente. O que copiava daria a ela 6 ou 7 pontos. Até nisso eu gostava. Porque outros queriam copiar tudo. E esse professor também se admirava que alguém que faltasse tanto conseguia essas notas. Ele bem que tentou pegar, mas nunca conseguiu. E olha que eu passava a cola para ela de um jeito tão simples.

Quase ao término das aulas, com o seu linguajar que em nada condizia com um professor em sala de aula, vociferou que a grande maioria ficaria reprovada. Que a chance estaria nessa última prova, e que seria sobre análise sintática.

Então, lembrei daquele “s” e pensei: “De que adianta esse meu saber, essa facilidade em aprender, e não passá-la adiante? Em ajudar aos outros.” Aí cheguei para ele e falei: “_Eu vou passar a turma!” Ele novamente duvidou. E isso se deu a menos de uma semana para a tal prova. Tinha que correr contra o tempo. Buscar, talvez, a síntese da síntese para por numa apostila.

curso-pratico-lingua-portuguesa_de-janio-quadrosArquei com todas as despesas da apostila que preparei (Nem depois eu cobrei.). Retirei de um livro do Jânio Quadros, as frases sínteses que demonstravam cada oração. Rodei tudo num mimeógrafo (Os mais jovens nem devem saber o que é isso.) Num total de 5, ou 6 folhas para quase 50 alunos. Quem datilografou para mim no carbex deixou alguns erros. E como eu não teria tempo hábil para corrigir tudo, pois a prova seria numa 2ª feira, e já era uma 6ª feira, pedi 5 minutos do final da aula de uma professora… Após a correção, pedi que estudassem, ou mesmo que decorassem aquelas frases. Quase perto da porta 5 meninas que não falavam comigo fizeram o mesmo que a líder: rasgaram as apostilas que também ganharam na minha frente. Nada disse. Indo para casa.

Prova feita e… A entrega das provas por esse professor foi emocionante. Porque enfim ele sorria; estava contente. Pois tirando as 5… a turma obteve excelentes notas, não ficando reprovados. Até fizemos uma festa de encerramento. Onde ganhei vários abraços dos pais desses colegas (Até pelas notas que eles tiveram.). E então o meu 10 dessa vez viera imaculado.

O Professor chegou para mim e disse: “_Nunca aprendi tanto com um aluno!” E eu falei: “_Até a data de hoje, nunca um professor me levou a aprender tanto!

O tal “s” marcou esse período. É tão gostoso dividir. É tão bom trocar idéias, impressões, vivências. Somos plurais! E por um período, curto ou não, caminhamos lado a lado com tantas pessoas. Faz parte da vida.

Ah! No ano seguinte durante uma Feira de Ciência encontrei com três das 5. Me disseram que se arrependeram de ter feito o que fizeram: rasgar a tal apostila. E pelo tom percebi que ainda estavam sob a tal líder… Disse a ela que pegassem com outra pessoa a apostila e que estudassem. Seus olhos brilharam!

É! Vida que segue!

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