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Posts Tagged ‘Limitações’

cadeirante_grata-por-estar-vivaPor vezes me pergunto de onde vem essa vontade tão forte de ainda querer continuar fazendo parte dessa vida! De olhar no espelho e dizer: “Olá, Estranha! Ainda não desistiu mesmo, hein!”. Diante de tantos desafios diários até para realizar tarefas simples, ou mesmo em buscar por uma santa paciência até por pedras nessa minha estrada já tão difícil… Me espanto sim com essa tesão pela vida! Pois apesar das minhas fragilidades, eu avanço!

Bem, na data de hoje – 9 de Janeiro – é que o ano começa de fato para mim! E na bagagem continuando a levar cada vez mais o essencial. Claro que seguem também coisas que não têm como mudar. Para essas dois itens são essenciais: superação e paciência. Para que eu continue me adequando a eles todos os dias. Onde até posso dar uma repaginada: dando uma cara de novo. É um jeito de encarar algo bem pesado. Até porque no fundo sou uma otimista em alta dosagem. Algo que me ajuda até em me trazer de volta dos períodos “down“… Pois é! Não tem como escapar desses momentos. Afinal não sou de ferro! Pelo menos são passageiros, mesmo que tenham vindo com mais frequência. Mas é nessas horas que a tal força interior me colocando de volta à estrada da vida!

Enfim, se pela medicina eu já passei da quilometragem… que já estou vivendo nos lucros… Rendo graças a vida! Por mais esse ano! E que venham mais! Muitos mais! Brindo ao meu Aniversário! Meus 58 anos de vida!

Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida.”

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alvorada-a-sao-jorgeA Alvorada a São Jorge esse ano foi bem menor! O porque, não sei. Mas deixa margens para divagações: reclamações pelo barulho dos fogos por conta do horário… troca de religiões por quem soltava os fogos… Gente! É em uma única vez por ano! Ah! Não deixem morrer essa tradição carioca!

Indo muito além das religiões, das lendas, dos mitos… Eu como admiradora da Psicologia Analítica de Jung… Onde nela encontramos os Arquétipos… A nos mostrar nossa personalidade… Nosso jeito de ir levando a vida… Um deles em especial e para nós mulheres, o Animus, o nosso lado masculino. O lado guerreiro a combater esse dragão que por vezes até nos mostra o ponto fraco e então ao mesmo tempo ele também nos leva a essa superação diária.

Confesso que senti a falta de todo foguetório ao alvorecer do dia 23 de Abril! Até porque eu a vejo também como uma homenagem ao enfrentamento aos dragões no nosso dia a dia! Em matá-los diariamente ao superar cada barreira advinda das nossas limitações. E que renascem no acordar do dia seguinte ao longo do ano…

Assim, ficarei na expectativa que no próximo ano voltem com a completa queima de fogos para São Jorge! Até lá… Salve Jorge!

Os contos de fadas não contam para as crianças que os dragões existem. Elas já sabem que eles existem. O que os contos de fadas contam para elas é que os dragões podem ser derrotados.”

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benvindo-outono-2015Ainda bem que o Verão foi embora! Por ser uma tortura para o cadeirante. Levando até ficar mais tempo nos banhos para resfriar o corpo… Mesmo ciente de que com isso não estava tendo uma atitude nada sócio-ecológica… Mas deixava para economizar a água em outras atividades dentro de casa…

Falando no banho… Registrando aqui o meu agradecimento ao meu sobrinho Francisco, o Dadá! Ele fez uma ótima “recauchutagem” na minha cadeira de banho! Se normalmente o meu banho já era, é uma operação de risco, do jeito que se encontrava a cadeira, era suicídio. Como não tenho vontade de morrer… Pedi um help, além de desabar em choro… Mas essa parte está solucionada por mais tempo: a cadeira do banho ficou bem firme! Valeu Dadá!

Agora sobre águas… As águas de março desse ano não fecharam o Verão, mas sim deram um belo início ao Outono com uns dias chuvosos… Parece que teremos uns acalorados pela frente revezando com os com chuvas… Se ficar assim, já serão no lucro. Até porque aqui no Rio de Janeiro dias chuvosos significam também temperaturas mais agradáveis. Onde dias mais frios também nos convidam a um tipo de alimentação por pratos quentes: sopas, caldos… Chocolate quentinho… Esse pode ser preparado com um pouquinho de amido de milho para uma leve encorpada… Fica uma delícia!

Março… Para quem mora em Condomínio pode até não gostar das assembleias com os proprietários… Mas morando num com ainda um grande número de inadimplentes… assim como moradores “problemáticos”… Se faz necessário participar como até a gostar dessas reuniões… Além delas, estou indo para a terceira gestão no conselho fiscal. O atual Síndico seguirá para mais um ano. Em final da segunda gestão, eu deixei o meu posto à disposição… Mas ele refez o convite para continuar e assim estar na nova chapa… E ele foi reeleito! O que é muito bom para todos nós que estamos em dia com o condomínio! Assim continuando junto a ele em mais um ano trabalhando para a melhoria de nosso patrimônio que é em comum a todos os condôminos!

Falando no Condomínio… Ele é da década de 60. Foi entregue no finalzinho dela… Até por conta de falta de conservações por administrações anteriores a do Síndico atual, ainda há muito a se fazer com o dinheiro que vai entrando… Obras no que se encontram visíveis, como as debaixo do solo… Onde os ratos costumaram a fazerem suas festas, entre esses locais: as tubulações… Com isso, o ficar sem internet e com o telefone fixo mudo por dois dias… veredito do técnico da OI: o rato roeu os fios que ficam na caixa da telefonia existente no bloco, e por conta de estar sem o fundo… O Síndico ficou de colocar uma chapa metálica. Consertado o Fixo, a Velox voltou. Assim, sem magia!

mary-poppins_filmeMagia e Realidade… Eu sigo encantada com o livro Mary Poppins e sua criadora – A vida de Pamela Travers“, de Valerie Lawson; livro esse que foi fonte de inspiração para o filme: “Walt nos Bastidores de Mary Poppins“, que eu amei! Quem viveu na infância com a magia de “Mary Poppins”, da Disney, irá se encantar também com o filme atual, onde mais do que conhecer os “bastidores”… terão um pouco de onde a autora retirou a história dessa famosa Babá… Que me fez querer comprar esse livro bibliográfico… Que me fez querer ter uma Mary Poppins nessa fase atual… Em sair voando não para locais mágicos, mas em ir daqui pra ali, pra acolá… É tão desgastante, é tão estressantes superar as limitações do dia a dia… da rotina diária de um cadeirante… Que por vezes bate esses desejos meio loucos… Mas como bem diz Pamela Travers: “Nós mesmos temos que sacudir a varinha de condão.“… Assim, retirando a minha do recall… E seguir em frente… Voltando…

Cada um de nós tem seu pequeno grão de loucura. É este grão de loucura que faz com que cada um de nós tenhamos um modo próprio de ser, de abordar as coisas, de reagir.” (Lacan)

 

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Tela de Vicente Romero Redondo

Tela de Vicente Romero Redondo

É! Pelo jeito estamos nós dois virando lugar comum. É o Inverno Carioca ficando cada vez mais com muito mais dias quente. É o meu período down ficando cada vez mais por muito mais tempo. Onde ambos até estão desejando alguns “milagres” para que haja uma mudança de fato… Pois diante do quadro real não ha mudanças… É encarar os fatos e se adequar a essa nova realidade….

Em relação ao Inverno que se foi  com seus dias de Verão… Deixou a vez para a Primavera Carioca que chegou com uma leve brisa deixando o dia mais fresco. Não sei se para nos dizer que dias muito mais quente virão. Mas se vierem muitos dias chuvosos já irão amenizar o calor. Principalmente, com chuvas também caindo nas nascentes dos rios… Pois até uma das nascentes principais do Rio São Francisco está secando. É trevas!

Quanto a mim, o que tenho feito ano após anos é ir se adequando as novas e já velhas limitações… Mas vivenciar essa nova realidade, ainda mais com uma outra situação… não é nada fácil. Na teoria é uma coisa, mas na prática é bem diferente. Mais ainda quando nos vemos cerceados por muita coisa… Quando nos tornamos prisioneiros do próprio corpo… Quando se sente excluído até da vida que crê que ainda merece… Cansa até lutar por migalhas… Até meus sonhos me abandonaram… Até o tesão pela vida vem diminuindo…

Enfim, tentando sair desse longo inverno… como também tentando trazer à tona forças para falar com firmeza para essa tristeza…

Oh tristeza, me desculpe
Estou de malas prontas
Hoje a poesia veio ao meu encontro
Já raiou o dia, vamos viajar…

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parque-dos-sonhos_cavalgada_mar-2014Nossa! Pareço ir igual ao andar do “Komanche”, bem devagar em contar as aventuras que vivi no Parque dos Sonhos. Mesmo não despertando mais interesse por parte de familiares e amigos fica como fonte de pesquisa para futuros interessados. E antes que alguém ache que estou reclamando disso, o propósito maior desse blog é motivar outros cadeirantes a saírem de casa. Com isso esse espaço é atemporal.

Continuando com a história de um dia excepcional… E naquela que foi a última das atividades: a Cavalgada do Parque dos Sonhos. Como contei anteriormente ela ficou para o período da tarde, depois do almoço com meus dois amigos. Enquanto o Zeca ficou curtindo o balanço de uma rede próximo a cachoeira o qual um galo meio histérico não o deixou tirar um cochilo… eu e o Taz (Rubens) embarcamos novamente no trenzinho sendo que dessa vez seguindo em direção de onde ficavam os cavalos. Que também fica distante da sede.

Mesmo com tantos solavancos pela rudeza da estradinha de chão, o que novamente levou o Taz a segurar a minha cadeira de rodas… Enfim, curti mais o visual do lugar nesse percurso do que durante a cavalgada. Por estar tão concentrada em não cair do cavalo.

O cavalo no início ficou incomodado com o que vinha bem atrás, com isso ele buscava sair da estrada me levando a comer poeira dos galhos de uma das árvores. O condutor então pediu ao Taz que se distanciasse mais. Como também seguiu pelo meio da estrada.

Bem, com isso o cavalo ficou mais dócil. Agora, o meio da estrada tem um altinho fazendo com que eu balançasse mais de um lado para o outro. Que por sua vez aumentava o meu medo em cair do cavalo. Pelo menos eu fiquei com a impressão que iria escorregar num desse gingado do cavalo. Como não estava com calça comprida, eu me segurava mesmo com as mãos numa madeira a frente. De tanta força que fiz, fiquei com os dedos doloridos depois.

Claro que a estrutura montada por eles para a nossa segurança – cadeirantes ou de mobilidade reduzida – existe. É válida. A ideia é muito boa. Mas ficaria melhor se prendesse também próximo a cintura… parecido com a cadeirinha para a tirolesa e o rapel. É que a cinta cruzando apenas no peito parece ser mais para não se tombar para a frente. Enfim, pode ter sido mais pelo o medo que fiquei.

Por conta disso não quis fazer todo o percurso. Dando para ver os avestruzes de longe. Tinha mais subidas e descidas pela frente. Embora um pouco menos temerosa na volta, assim mesmo não fiquei com vontade de andar novamente à cavalos. Mas foi válido a aventura até porque eu nem cai do cavalo nem metaforicamente!

Para saber como foi as demais aventuras, segue um atalho:
Circuito das Tirolesas;
Rapel do Berro.

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meu-eu-sol-souIndependência para o cadeirante ganha uma outra dimensão. É luta diária. Sem descanso, ou pelo menos sem se entregar de vez. É uma liberdade tão ínfima que passa despercebida até por quem está bem perto. Onde os grilhões se tornam permanentes. Mas do que se adequar a eles, se faz necessário encontrar um caminho para fazer das limitações um agente de superação.

Independência, não mais! É ter que aceitar que terá que contar com alguém em alguma parte do dia. Pior! É aceitar que terá que esperar, sempre. Pois cada um tem a sua lista diária de prioridades. E dificilmente um cadeirante estará no topo de uma lista alheia.

7 de Setembro… Dependência ou morte! A independência de querer viver!

Não é que vivo em eterna mutação, com novas adaptações a meu renovado viver e nunca chego ao fim de cada um dos modos de existir. Vivo de esboços não acabados e vacilantes. Mas equilibro-me como posso, entre mim e eu.” (Clarice Lispector)

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