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Posts Tagged ‘Literatura’

zelia-gattaiEm uma semana onde se homenageia as Mulheres… Apresento principalmente aos leitores mais jovens alguém da nossa Literatura. Até porque tenho visto que andam lendo muito mais autores estrangeiros. Nada contra a eles, eu também os leio. Mas reservem um tempo maior em suas leituras para os nossos escritores. Assim, lhes trago a escritora Zélia Gattai e esse seu livro: “Um Chapéu para Viagem“! Por ele conhecerão essa doce guerreira junto ao grande amor de sua vida, o também escritor Jorge Amado!

Essa é com certeza uma leitura que faz bem a alma! Lendo ou relendo! É a história real do iniciar de vida conjugal desse ilustre casal. Nele Zélia fez um mergulho em sua memória e extraiu de lá alguns anos de vivências e convivências: desde o namoro, passando pela vida no Rio de Janeiro até o embarque para a Europa por conta dos rumos políticos no Brasil da década de 40. E só por curiosidade, ela o escreveu no início da década de 80…

livro_um-chapeu-para-viagem_zelia-gattaiComo até então eu só tinha lido os livros de Jorge Amado, e de Zélia Gattai eu apenas tinha visto a Minissérie “Anarquistas, Graças a Deus”, e esse livro, “Um Chapéu para Viagem“, chegou até a mim através de uma amiga e que já veio taxativa ao dizer: “Vou lhe emprestar um livro que pelo o que conheço de ti, irá amar!“. É! De fato ela me conhecia bem porque eu amei o livro! Eu viajei no jeito dela de contar a história.

Zélia Gattai tem um jeito tão envolvente de contar sua história que… Me vi criança ora sentada num banquinho pertinho de minha avó materna sentada em sua cadeira de balanço fazendo crochê contando histórias da família… ora eu sentada ao lado da outra avó num banco embaixo de um caramanchão de flores lilases ouvindo-a contar suas histórias, e que como ela era espanhola por vezes, no calor da emoção, terminava falando em espanhol e que eu mesmo não entendendo a partir desse ponto, acompanhava fascinada ouvindo através do brilho do seu olhar… Creio que Monteiro Lobato é que soube traduzir bem essa emoção de se conviver com uma avó quando criou a “Dona Benta“. E quem quiser reviver isso, com certeza conseguirá nos livros da Zélia Gattai: por sua cativante narrativa.

zelia-gattai_fraseEm “Um Chapéu para Viagem” temos também uma aula de História do Brasil com os anos do Estado Novo, mas nem por isso um relato tedioso, muito pelo contrário! Muita aventura com o tempo das militâncias até pelos perigos desse engajamento à época; como também foi onde eles se conheceram. São alguns anos da vida desse casal pelo olhar apaixonado de Zélia Gattai. Com direito a personagens ilustres: Mario de Andrade, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Carlos Lacerda, Vinicius de Moraes, Dorival Caymmi entre outros. Tendo como cenário desses relatos: Rio de Janeiro, Ilhéus, Porto Alegre, Montevidéu, Paris… Ah! O chapéu do título tem a ver com elegância…

Assim, pegue também o seu chapéu e viaje junto com Zélia Gattai em “Um Chapéu para Viagem“! Será memorável!

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antes-e-depois-do-celularNuma estratégia de guerra por vezes é melhor recuar para mais a frente obter de modo mais eficaz o tento. Mas… Até pelo contexto da história o fato em si pode é alimentar uma das causas em vez de trazer uma solução. E como tem dinheiro público envolvido também é um caso a se pensar. Se bem que foram principalmente as falhas do que os meios que gerou a polêmica, e com reações em dois extremos: os do contra e os favoráveis.

Se a princípio a minha visão, ou melhor, a minha posição fica como um “nem tanto ao mar, nem tanto ao céu” é porque sou flexível aos incentivos à leitura. Principalmente para crianças e adolescentes. Pois mesmo que trôpegos de algum jeito facilitam o acesso à leitura de bons livros. Que por sua vez dará a eles uma boa base para o futuro até no campo profissional.

Ainda sem entrar no mérito da questão há um outro porém. O de que se há na atualidade um vilão nessa história: seria o bate-papo via celular pelos jovens. Que sem estar discriminando: a preços bem módicos. Dando a muitos adolescentes das classes mais baixas esse tipo de acesso e por um custo mínimo de R$ 10,00. Mesmo estando próximos, mesmo distantes um do outro, mesmo sozinho na solidão de um quarto… essa troca de impressões mesmo que por futilidades acaba por tornar difícil trocar a internet pela leitura de um livro. Logo, algo tem que se feito. Isto posto, o gerador da polêmica:

O tal projeto: “Ele veio com a intenção de “simplificar” o texto de alguns Clássicos da Literatura Brasileira afim de atrair mais e até novos leitores. Já com a verba da Lei Rouanet. Serão distribuídos nas escolas pelo Instituto Brasil Leitor. Tendo a frente a escritora Patricia Secco.” (Que eu não a conhecia. Pelo menos com a polêmica ela ficou conhecida de norte a sul.)

Sou contrária em nivelar por baixo principalmente em relação a Educação nas Escolas Públicas, mais ainda nas de Ensino Fundamental e Médio. Não se deve entregar tudo mastigadinho. Um dos papéis do Professor em Sala de Aula seria em incentivar o uso do raciocínio. Estaria em despertar a curiosidade para um conhecimento muito mais abrangente.

Agora, no tocante à leitura de um livro creio que o principal obstáculo seria o preço do livro. Que sem penalizar as Editoras de médio e pequeno porte, as de grande porte após algumas – ou muitas – edições poderiam publicar algumas tiragens em papel mais barato, sem cores e tudo mais que encareceriam o livro, e colocando à venda em bancas de jornais num preço muito bem acessíveis a todos. Isso já aconteceu em décadas passadas no Rio de Janeiro. E o que mais se via era gente lendo livros nos ônibus. Foi a época em que eu mais comprei livros, os quais doei todos até porque pela qualidade do papel eles não teriam vida longa. Inclusive, entre eles haviam grandes Clássicos da Literatura Universal. Um deles foi “Cem Anos de Solidão“, de Gabriel Garcia Marques, que eu li nessa época.

Acontece que para o público infantojuvenil o apelo maior é a trama do livro, como também do visual. Ainda mais se não trazem em si o gosto pela leitura. Daí as ideias de incentivar à leitura merecem alguma consideração. Até em como fazer isso numa escala maior, a nível nacional. E não é algo tão difícil. Gincanas, Fóruns, Concursos… Que os levariam a ler, a interpretar, a interagir… Sem grandes custos, até pelos cofres públicos.

Mas não foi o que fez esse projeto. Além de usarem verbas públicas… verba essa já liberada pelo MinC em 2009, para uma tiragem inicial de 600 mil exemplares para os dois primeiros livros… o projeto fez foi “adulterações” em cima de “O Alienista”, de Machado de Assis, e de “A Pata da Gazela”, de José de Alencar. Isso que gerou a polêmica.

Se a intenção propagada seria fazer uma “apresentação” dessas obras aos jovens, poderiam começar com outros mais recentes. Ou por aqueles cujas histórias estão mais de acordo com o momento atual, com a faixa etária desses jovens… Há muitas histórias atemporais que fariam essa ponte. Agora, é o Professor quem mais tem como saber qual obra de determinado autor que mais estaria de acordo com seus próprios alunos.

Se a intenção propagada seria para dentro das Salas de Aulas, poderiam publicar versões condensadas desses livros. Muito mais viável do que ir página por página, trechos por trechos, frases por frases e ir trocando por “sinônimos” atuais. Além de correrem o risco de dar um significado diferente ao contexto da obra, e foi o que ocorreu, irá inibir o leitor em procurar ler o original. Até porque em época de concursos, de vestibulares… ficamos com uma lista de livros a serem lidos num determinado espaço de tempo. Onde o jeito é apelar para as versões condensadas. Foi o que eu fiz: li muitos assim e que depois com mais tempo li os originais. Confessando aqui que “O Guarani”, de José de Alencar, eu achei chato na versão condensada, e me emocionei muito ao ler o livro no original.

E mesmo como propagou a própria autora do projeto, a Patrícia Secco, de que seria para os de poucas instruções, melhor seria fazer cartilhas comentando as tais obras literárias. De maneira a seduzi-los para lerem o original

Bem, eu fiquei ciente dessa história por um amigo no Facebook que colocou um link de uma petição online contrária a esse projeto. Desconhecendo a polêmica, com tanto o que ler sobre o assunto… no primeiro momento eu disse que não assinaria. Focando mesmo na intenção que parecia ter o projeto e por estar aberta aos incentivos à leitura de livros. Também porque queria ouvir o outro lado da questão: o da autora do projeto, a Patricia Secco. Tendo essa oportunidade assistindo a entrevista que ela deu no Globo News Literatura. De onde então obtive base para mudar de opinião. Assinei a tal Petição para que o MinC não libere mais verbas para os demais livros. Ela até pode continuar com esse projeto de nivelar por baixo a cultura do país, mas desde que não seja com dinheiro público.

Vale deixar esse registro do programa do Edney Silvestre que me leva a continuar a incentivar à leitura de livros. O resultado de uma pesquisa nacional mostrando que nos últimos seis meses 60% dos brasileiros não leram um único livro sequer.

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Não posso deixar de registrar o centenário de um dos meus escritores preferidos: Jorge Amado. Adoro a narrativa contida em seus Livros. Ele mostrou um Brasil rico em pessoas, em cheiros (Sim, cheiros. Sem eufemismo.) e sabores. Dele, eu li quase todos os livros. Daí fica difícil para mim citar apenas um de seus livros. Decidi então citar dois.

Um deles seria “Capitães de Areia“. Por ser um livro atemporal. Lembrando que ele escreveu numa época sem internet – começo da década de 40 -, onde se faz uma pesquisa muito mais rápido. O livro traz uma riqueza de detalhes, e em problemas com os menore de rua, infratores ou não, que até nos deixa perplexos. Mais ainda que se trocarmos os capitães-de-areia pelos atuais meninos-dos-semáforos (sinais de trânsito) veremos que a realidade continua quase igual. E em ano de eleições, vale a pena a leitura!

A outra sugestão até por ele já ter falecido fica com um livro que quando eu terminei de ler, me veio lágrimas. Pode ter sido mais uma das minhas viagens, mas fiquei com uma forte sensação que era aquele final que o Jorge Amado queria para ele. O livro é “Pastores da Noite“. Leiam, e saberão o que é.

O artista se vai, mas a obra permanece! E Jorge Amado é sempre um presente para quem ama mais do que o país, ama o povo dessa terra! Salve Jorge!

A adaptação de qualquer obra de um autor é sempre uma violência, mas considero as versões de meus romances para a televisão muito positivas, porque levam a obra a milhões de pessoas que não leriam o livro.” (Jorge Amado)

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Em Abril de 2008, tomei conhecimento de uma ideia bem legal! Era o “Perca Um Livro”. Onde traziam para o Brasil algo que já ocorria em outros países. O que transformava a ideia numa campanha internacional de incentivo à leitura. Consistia em “perder” um livro em lugar público para ser achado e lido por outras pessoas que então fariam o mesmo. Numa corrente para fazer do mundo inteiro uma livraria. E o que seria melhor: acessível a até quem não poderia pagar por livros. Em outras p0stagens, voltarei a essa campanha, mas poderão saber mais nesse tópico no Orkut: Perca um Livro. Na página seguinte por lá, eu postei sobre o BookCrossing (Troca de Livros, numa tradução ao pé da letra.), que acho eu onde essa iniciativa tomou forma. Fazer do mundo uma Biblioteca Viva.

O melhor de tudo que a ideia continua viva. Outros mais, também amantes dos Livros, não apenas participam, como também a colocam em prática. Agregando muitos num ponto único. É o somar para multiplicar o resultado. Como fez, e continua fazendo a Blogueira Luz de Luma. Cujo próposito é: “Sou livre! Não sou um livro perdido. Fui libertado para que outras pessoas tenham oportunidade de me conhecer. Leve-me com você, leia-me e liberte-me novamente. Participe dessa corrente! Acesse a internet e saiba mais bit.ly/IPnRf5” Mais detalhes desse evento, aqui.

Para algumas pessoas o ato de se ter perdido algo traz a conotação de se querer encontrá-lo. Mas partindo dai, o que encontrará é a certeza de que proporcionará uma aprazível leitura a alguém. Por conta disso, se faz necessário de que pelo menos aquele que perdeu ou libertou o livro, deixe um registro do mesmo. Como também um caminho para quem o encontrou, poder dizer. Agora, fora de um evento desse porte, só o fato de dar chance a uma outra pessoa ler um livro, e anonimamente, é muito bom!

Para esse, o lance será na escolha de um livro. Explico! Por ter ficado somente com uma estante pequena, onde livros, dvds, cds, barzinho… ficam reunidos, eu não posso mais ficar com muitos. Com isso o “Desapegue-se!” virou questão de ordem! E de tempo em tempo. Até porque, cadeirante e fazendo eu a faxina da casa, menos coisas é mais tempo livre para fazer outras coisas, inclusive blogar. Com isso, já me habituei em doar itens da casa. Em relação a livros, fiz uma limpa, recentemente. Assim, fui olhar qual outro mais poderia ir para outro leitor. É que além, é claro, dos livros que eu ainda não li, fiquei com uns que gostaria de reler. Escolha difícil!

E entre esses poucos que ficaram, o escolhido foi! O livro “Léo, o Pardo“, de Rinaldo Santos Teixeira. Um trecho na contra-capa: “Da parte que me toca, a minha primeira paixão tinha sido a Elisa, menina negra linda de cabelo solto ou trança, que trabalhava na casa da diretora da escola, a Dona Sirlene. (…) Certo dia, a Elisa me encantou: ‘Quero te dar um beijo de novela das oito’. ‘Como que é isso?’ ‘Eu coloco a minha língua perto do céu da sua boca, e você com a sua tenta desviar, se enrosca e tenta encontrar o céu da minha’. E a gente ficou nessa.”

Como essse evento o – 4º BookCrossing Blogueiro -, não estipula um local, eu fiquei com vontade de realizá-lo no condomínio onde moro. Mas para isso terei que mobilizar alguns para me ajudarem nessa empreitada, até porque há um prazo limite: dia 23 de Abril. Se eu conseguir, conto em outra postagem.

Como podem ver, a iniciativa de incentivar à leitura continua viva!

P.s: Em 24/04/2011. Deixei o livro no Arteplex (Antigo Espaço Unibanco de Cinema), no dia de ontem. Como podem ver na foto ao lado, eu o deixei na  beirada de uma jardineira. O local estava lotado. E olhando nos  comentários,  verão que  ele foi achado 🙂 Com isso, missão cumprida! Vou lá avisar a organizadora desse 4º Bookcrossing Blogueiro, a Luz de Luma.

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