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Posts Tagged ‘Jovens Violentos’

oscar-2016_um-basta-a-violencia-as-mulheresAté por estarmos às vésperas do Dia Internacional da Mulher, 8 de Março, trago para cá algo que escrevi sobre o Oscar 2016… Em especial, momentos que conclamaram a todos nós a dar um basta na violência às mulheres. Numa mesmo de mudar de posturas até em fingir não ver, ou não se calar… Mas querendo mais é mudar o comportamento dos que cometem tal barbárie. Em não se verem como donos, superiores… a nós mulheres! Ainda mais que o machismo ainda é culturalmente aceito, tolerado, e em muitos países. Assim, não dar para calar! Basta!

Um dos momentos no Oscar 2016, começou com o discurso não de um dos premiados, mas sim por aquele que apresentou uma das canções concorrentes… Alguém de peso! Não apenas por ser ele o vice presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, mas por se tratar de uma bandeira dele desde quando ainda um Senador, quando então criou uma Lei contra a violência com as mulheres. Num discurso em tom ameno, Biden conclamou a toda a sociedade a abraçarem essa causa, assim como a também tentarem mudar toda uma cultura machista! Great!

Uma expressiva apresentação pois a canção “Til It Happens To You” pertencia ao Documentário “The Hunting Ground” que fala dos estupros em campus universitários americanos. Mesmo que também tenha entre suas vítimas homens, são violentados por outros… O filme também mostra que as direções dessas instituições se preocupavam mais em encobrir o fato em si. Além dos depoimentos, e até por eles, as vítimas além da violência sofrida, lutam por justiça e pelo direito de estudarem em paz. “Til It Happens To You” foi escrita e interpretada por Lady Gaga, cuja a apresentação contou com a presença de vítimas de violência sexual. Bem, a canção não levou a estatueta… Agora, por certo emocionou, além de dar voz a essas pessoas! Bravo, Lady Gaga!

Ainda dentro deste triste contexto… O “A Girl in the River: The Price of Forgiveness“, do Paquistão, ganhador como Documentário de Curta-Metragem, conta a história de uma jovem que se apaixonou e ao tentar fugir enfrentou a “lei em nome da honra”… Por sorte sobreviveu e com coragem para contar essa história ao mundo. Até para mostrar a de centenas de mulheres que são mortas anualmente por essa mesma “lei”. Em seu discurso, a Cineasta Sharmeen Obaid-Chinoy disse que após assistir ao filme, o Primeiro Ministro do Paquistão decidiu mudar a lei que mata mulheres em nome da honra; além de exaltar aos homens que incentivam as mulheres a estudarem, em terem profissões… É! É tentar mudar um comportamento machista! Bravo!

Ainda dentro do Oscar 2016, e aí até mais em relação aos que pré julgam até com violência a quem se deixa levar pelo mundo das drogas… Vale também trazer o pelo Documentário “Amy“: uma obra que disseca com raro discernimento as dificuldades que Amy Winehouse enfrentou no decorrer da vida. E ao receber a estatueta o Diretor Asif Kapadia diz que quis mostrar ao mundo não aquela menina dos tabloides, mas sim a bela menina, inteligente, espirituosa, talentosíssima… A menina que silenciosamente clamava por cuidados… Eu ainda não vi, mas só por esse olhar respeitoso do diretor, já me motiva a ver!

Assim, que bom que o glamour da entrega do Oscar permaneça mais no Tapete Vermelho… Que mais uma vez alguns dos premiados não ficaram só nos agradecimentos de praxe, usando o tempo e ao alcance de milhões de pessoas, com discursos onde abraçaram causas maiores… É! Foi o Oscar 2016 conclamando a todos por mudanças de posturas! Por mais consciência pela coletividade! Por um Basta na violência as mulheres! E um “Oscar goes to” para todos eles! Aplausos!

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praia_territorio-livre-ou-sitiadoPolêmicas! Sempre terá alguma para esquentar o clima. Se bem que com o calor que está fazendo nem precisaria disso. Mas tendo, vamos a mais recente! Uma Colunista Social propôs como duas saídas para coibir “as hordas de jovens assaltantes e arruaceiros” (palavras dela). Bem eu daria uma outra saída, mas aí seria para os “coxinhas“: a do aeroporto. E para as praias do Pacífico, já que as do Caribe também estão concorridas com o “povão” brasileiro e graças ao governo do PT.

Bem, eis as duas propostas dela como solução para acabar com os arrastões nas praias do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon. A primeira seria “diminuir drasticamente a circulação das linhas de ônibus e de Metro no fluxo Zona Norte / Zona Sul, estimulando o aumento do fluxo Zona Norte / Zona Oeste” (palavras dela). Que fossem para as praias da São Conrado, Barra e Recreio (Zona Oeste). A outra proposta para o caso dessa falhar seria em “cobrar ingressos” nas praias da Zona Sul Carioca.

Na cidade do Rio de Janeiro as praias tem sido até então um território livre onde as classes sociais se “interagem”. Ou pelo menos deveriam. Além de ser um local de lazer gratuito para todos: da Classe E à A. Se bem que os do topo da pirâmide social podem ir curtir as prais do Pacífico quando quiserem que talvez por isso vejam das janelas as praias cheias de gente. Creio que são os que se acham no topo quem de fato estão querendo essa segregação nas praias da Zona Sul. Claro que a violência urbana incomoda até a nós, os suburbanos!

Essa certa “elite” que mostrou a cara durante as últimas Eleições é que não está gostando nada da ”invasão da pobreza” nem nas praias do Caribe. Ou como o receio de outra socialite: “de encontrar o porteiro hospedado no mesmo hotel em Nova Iorque”, daí mudar de rota. Enfim, estão torcendo o nariz para toda essa gente humilde que já frequentam a bastante tempo as praias da Zona Sul Carioca.

praias-de-ipanema-e-leblon_11-01-15Não sei ainda se esse será o Verão Carioca mais quente dos últimos anos… Também não sei se tem levado muito mais gente às praias da Zona Sul do que nos anos anteriores. Certo se tem que também em Verões passados houve os tais arrastões. Certo também que as tais linhas de ônibus da Zona Norte para a Zona Sul, também. Então o que mudou? Como citei antes, o de novo não foi um surgimento dos “coxinhas”, mas sim por não mais disfarçar os preconceitos e ainda se exibirem com orgulho. Uma “massa cheirosa” que fede!

Agora, em relação à violência nas praias talvez seja por um número maior de UPPs nas Favelas levando esse jovens a buscarem o “ganho” por lá onde na cabeça deles há uma concentração maior de objetos mais caros. Não se justifica. Como também não sou especialista no assunto. Eu até não gostaria de me ver dentro de um arrastão. Mas creio que levando esses tais jovens para outros locais seja uma solução. Mais do que social é uma questão educacional. Sei lá! Mas porque um grupo faz um cerco, mas para conversar com eles. Numa de que gentileza possa vir a gerar gentileza. Gente! Chega de guetos! E posso estar enganada agora, mas creio que o cantor Gabriel O Pensador fez algo nesse gênero: um cara da elite fazendo amizade com quem morava na favela.

Bem! É só uma ideia! Não custa tentar! E nem precisa falar que praias livres para quem gostar delas!

“Essa gente do Brasil é muito burra
E não enxerga um palmo à sua frente
Porque se fosse inteligente
Esse povo já teria agido de forma mais consciente
Eliminando da mente todo o preconceito
E não agindo com a burrice estampada no peito
A “elite” que devia dar um bom exemplo
É a primeira a demonstrar esse tipo de sentimento
Num complexo de superioridade infantil
Ou justificando um sistema de relação servil”
(Gabriel O Pensador)

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adolescentes-rebeldesOs menores hoje são 007: têm licença para matar.” O recém empossado delegado geral da Polícia Civil de São Paulo trouxe de volta à mesa de debate a questão do menor delinquente ao citar a frase acima. Ou melhor, da impunidade que deixam esses menores cada vez mais violentos. Talvez num recado direto aos congressistas para uma PEC de 2007 que trata da diminuição da maioridade penal para crimes hediondos. Leis mais duras seria mesmo a solução para a violência urbana advinda dos “menores” que praticam crimes com requintes de crueldade?

Venho falando já há algum tempo desses jovens! Em um dos artigos, foi mais uma reflexão de onde viria tanta crueldade, até porque não sou psiquiatra… Como leiga no assunto me pergunto que não pode ser só pelo o meio em que vive porque há quem passa incólume a onde mora mesmo sendo esse local uma “terra sem leis…”. Só para citar um exemplo, mesmo que bem antigo (década de 70), ele mostra que o “assédio” pelos os que já se encontram no “desvio” não é algo recente: “Certa vez saindo da escola já anoitecendo me deparo com um colega esfregando os olhos. Achei até que fosse por algum cisco… Em resumo: Ele contou que fazia isso para fingir que já estava drogado e assim poder chegar em casa a salvo, e sem ter que criar atritos até com amigos de infância vendendo drogas pelas ruas.” Indo além até do “recrutamento” desses jovens principalmente por levarem junto o carimbo de impunes, fica um outro problema para onde seriam levados caso viessem a ter que de fato cumprir penas ai saindo da infração para crime. Haverá locais para mais esse contingente? Já com cadeias e presídios lotados por adultos. Mais! Haverá profissionais realmente envolvidos até com a ressocialização desses jovens? Sem esquecer de que fica uma outra reflexão. Se em sua grande maioria só serão apenados os das classes sociais pobres.

Uma outra reflexão seria onde essa “impunidade” começou? Posso estar falando bobagem, mas eu penso que veio pelo ECA. Embora eu aplauda tal estatuto! Talvez o mecanismo tenha sido pela elaboração dele. Porque mexer muito na criação de uma lei pode acabar abrindo precedentes que poderão fugir da ideia inicial. Creio que foi o que aconteceu com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Já que acabou dando impunidade em vez de medidas preventivas ante a Delinquência Juvenil. Deu a eles como o que disse o delegado: “Licença para matar!”.

Se no início o foco era para as crianças que trabalhavam nas carvoarias, nos engenhos… exploradas por “patrões” gananciosos… Talvez já teria sido melhor terem criado estatutos em separado: com um já voltado para o menor infrator. Mas talvez ai esse primeiro nem sairia do papel. Até pelas reflexões anteriores. Já que demanda um estudo jurídico. Sem esquecer do campo da psiquiatria avaliando e avalizando se estariam diante de um menor com tendências psicopatas (Atualmente o termo correto seja sociopata). Creio que para esse seja difícil ressocializá-lo.

De qualquer modo o ECA foi um avanço nos direitos para crianças e adolescentes. Cabendo a sociedade em geral ministrar que eles têm também deveres como cidadãos. Criando mais oportunidades até para não entrarem no mundo das drogas que ao meu ver tem sido a principal porta para o crime. Com um misto de recreação, esporte e cultura mantendo a mente e o corpo ocupado com algo salutar. Sem esquecer também de cursos profissionalizantes. Até por conta disso eu ainda boto fé nas UPPs do Rio de Janeiro. Por também estar envolvida nessa causa: do “salvamento” desses menores, até com aqueles que ainda não foram “recrutados” pelo tráfico. Claro que também há os “de menor” nas classes mais ricas que até têm como pagar por advogados como um dos fatores para saírem barbarizando por aí se sentindo impunes. Ficando mais uma reflexão: a de que em países onde o “de menor” é penalizado isso tenha contribuído para frear essa violência vinda deles.

Mas antes de se pensar em penas mais severas para crianças e adolescentes que cometem crimes hediondos eu ainda sou propensa a que em primeira instância recebam principalmente uma aula sócio-educativa, passando também por avaliações psicológicas. Algo que também poderia ser estendidos aos pais. Mesmo que muitos deles não tenham culpa dos atos dos filhos – de que a violência que praticam com as pessoas não tenha sido gerada dentro da própria casa -, com a tal aula os pais aprenderiam a lidar com esse filho. Como também sou amplamente favorável a comutação de penas alternativas também numa forma de suar a camisa.

Agora, em relação ao jovem “psicopata” até que os estudiosos provem o contrário acho difícil a ressocialização. Mas à favor que se esgotem todos os recursos enquanto ele é um “de menor”.

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pai_filho_black-block_manifestacaoPai e Mãe dando um “Acorda!” aos que estão relegando a educação dos próprios filhos. Parabéns a eles por terem ido resgatar o filho das mãos dos Black Bloc. Até correndo risco de serem agredidos fisicamente, não esmoreceram em tirar filho desse movimento que prega a anarquia com um vandalismo violento. É a Família fazendo o seu papel até socialmente, mas o bem maior no gesto foi o sentimento nessa unidade! Aplausos!

E que grupo é esse, os Black Bloc?

Vi um documentário onde um integrante do Black Bloc disse que depois da polícia e política dos Estados Unidos endurecerem, de ficarem realmente presos e em penitenciárias, o grupo resolveu procurar por outros países onde pudessem atuar mais livremente. E caíram de paraquedas no Brasil. Não há por parte deles – os do topo – a menor intenção de reivindicar algo de caráter social. Só querem mesmo depredar patrimônios públicos e particulares e atacar quem faz a ordem ser respeitada.

Mas faltava a esses integrantes arregimentar jovens daqui do Brasil. Para então aparecerem nas mídias, se tornando conhecidos ao sul do Equador. E esse aliciamento se deu como se também estivessem reivindicando por causas sociais. Com frases clichês acabaram conseguindo seguidores. Depois foi quase um pulo para levá-los ao vandalismo do jeito que queriam.

Pai: A partir do momento que cobre o rosto e parte pro vandalismo, eu sou totalmente contrário. Não foi essa educação que a gente deu pra ele.” Querendo ver o vídeo e até a entrevista com esses pais e o filho, clique aqui.

De cá fica uma torcida para que o gesto desses pais conquiste outras famílias, outros responsáveis por jovens imaturos, a fazerem igual. Porque na cadeia irão aprender o que não presta. Salvem esses rebeldes sem causa! Eu teria feito o mesmo! Como até fiz algo parecido no passado.

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violencia-com-os-jornalistas-nos-protestos_2013Primeiro falando diretamente com os manifestantes. Os que se deixam levar pela massa sem um aprofundarem em até no que estão fazendo. Levados também pelo clamor da adolescência. Se bem que pouca idade não justifica não fazer a lição de casa. Enfim, estudar um pouco da História do passado recente do Brasil não será perda de tempo.

Proibir o Caco Barcellos, por exemplo, de exercer sua profissão mostrou que esses manifestantes são desinformados, e/ou que são a nova leva do ‘Admirável Gado Novo‘. Nem vou entrar nessa besteira de criticar a Tv Globo só por criticar, pois disso falarei em outra hora. Quero me ater aqui ao Caco Barcellos com a sua profissão. Ele se viu forçado a um “exílio” por ter denunciado na década de 90 o que os manifestantes estão acusando a polícia agora nesses protestos, só que numa escala muito maior e pior. Era o ‘atirar primeiro’. Ele não apenas apresenta um programa jornalístico numa emissora de televisão, ele pesquisa, investiga mesmo os fatos para então apresentá-los também em livros. Aqueles que tentaram proibi-lo, no mínimo assinaram atestado de burrice. Caco Barcellos merece respeito e muito aplausos!

Tirando esses seres ignorantes… Há a massa que estão aproveitando as manifestações para depredar, saquear, pichar… e para que não tenham suas caras estampadas nas mídias jornalísticas e com isso serem identificados onde terão que arcar com seus atos, partem com violência para cima das equipes de jornalismo. Uma barbárie digna de Ditadores. Vergonhoso!

Então deixo aqui o meu protesto também a esses vândalos que estão agindo com violência com os jornalistas. E antes que alguém falem que tem havido violência a esses profissionais por parte da polícia, será num outro artigo que eu comentarei. De pronto, digo que se trata, ou pelo menos parece ser um despreparo para situações quase no limite de uma guerra civil.

Não a Censura e a Violência com o Jornalismo!

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vandalismo_manifestacao_junho-2013Todos nós que desde o início nos posicionamos pela Manifestação Sem Vandalismo e que por conta disso fomos execrados, sentimos agora como um “alma lavada” o movimento crescente contra todo ato violento por onde passam a passeata. Creio que pararam para refletir que com selvageria não irão conseguir a mudança ansiada. Se posicionando agora contra os vândalos. Fato divulgado pelas recentes reportagens. Como também atestei por dentro do blog. Houve um grande aumento, e crescente, por: “manifestação sim, vandalismo não“.

vandalismo_manifestacao_junho-2013_01Pelas mídias sociais vieram com desculpas esfarrapadas, com “tratados” onde mais que a favor dos vândalos se postaram contra nós que desde o início repudiamos o vandalismo. Creio que agora fizeram uso da inteligência: pois essa é a verdadeira arma a ser usada. Até para não caracterizar uma manifestação como um ato terrorista. E não apenas aos que se manifestaram nas mídias sociais, mas também durante as passeatas onde agora estão tentando chamar à razão os de atitudes violentas.

selvageria-na-manifestacaoAcontece que é meio difícil fazer com que mudem de ideia aqueles que já saem de casa predispostos a barbarizar. Com o pensamento voltado em quebrar, incendiar, depredar, saquear o patrimônio alheio. Aproveitando a ocasião até para o espírito animalesco como o ataque ao policial já caído no chão, no protesto no Rio de Janeiro. Felizmente ele foi salvo do linchamento por manifestantes pacifistas presentes. Repúdio também a essa selvageria.

Assim, como alguns que já estão tentando acalmar os revoltosos, muitos mais poderiam se engajar também a esse repúdio aos vândalos na hora da manifestação. Talvez com um abraço num cordão humano em torno deles. Quem sabe assim consigam demovê-los ali mesmo e antes ato de vandalismo.

De qualquer forma, é muito bom ver que muitos estão acordando também para esse repúdio! Por um “Não a Violência!” durante a manifestação. Bem-vindos ao:
Manifestação, Sim! Vandalismo, Não!

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