É! Completando hoje 1 aninho em voltar a morar sozinha. Não dá para passar em branco. Me dando os Parabéns! Consegui superar cada obstáculo que surgia.

Depois de muito acalentado, surgiu uma oportunidade de voltar a morar sozinha. Cadeirante, ganhando muito pouco, ainda tive mais obstáculos que ajudas. Não foram fáceis, mais ultrapassei a todos eles. A vontade era tanta, que até a dor diante a tantas imposições, foi algo mais a ser superado também. Talvez por já está acostumada de que nada para mim vinha fácil; muitas até tinham um preço… Assim não haveria motivos para surpresas.

A cada dia fui me adaptando e adaptando a casa a mim. Como um novo dia. Por ir vendo como eu venceria os novos limites. A casa ainda não está cem porcento acessível, principalmente na cozinha e na área de serviço. Faltam recursos financeiros. O balcão da pia está alto, com isso a torneira também. Além de que, embaixo da pia há um sobrepiso que impede da cadeirinha que uso para me locomover dentro de casa entre um pouco por baixo dela. O que me ajudaria a manusear a torneira sem me esticar toda.

Pelo menos, o banheiro com as adaptações que fiz, me facilita o banho. Poder tomar banho sem pedir ajuda, é bom demais. Se pintasse grana, eu rebaixaria o registro/torneira do chuveiro. Para alcançá-lo fora do box.

Criei expectativas de que receberia muitas visitas. Era também algo sonhado. Mas quase não veio ninguém. E tenho uma família numerosa. Com isso, os momentos de tristeza foram muitos. Doía mais isso, do que o custar a fazer algum serviço na casa. O que me faz não mais esperar que venham me ver nesse segundo ano que se inicia. Somente daqueles que vieram.

Se por um lado, meus pais criam muitas barreiras para vir morar sozinha, são os que mais me tem ajudado. Inclusive, financeiramente. Até porque o apartamento é deles. Com o que eu ganho, ter que pagar aluguel, seria um obstáculo diria que impossível de vencer. Não ainda. Fica aqui meu muito obrigada a eles!

Uma outra pessoa a vir me ver muito mais vezes, é o meu sobrinho Neto. Seu apreço, não tem preço!

As superações, assim como as adaptações com a casa, com os afazeres domésticos… em tudo que abrange a acessibilidade vou contar aos poucos. Até já contei, como foi com a rampa na portaria do prédio.

Fica aqui a vontade ainda maior de emplacar muitos outros anos!