Me senti humilhada. Burra. Vilipendiada. Ferrada, mesmo!

Acho que nunca xinguei tanto quanto hoje. Porque eu parto do princípio de quem está ali para atender é um pobre trabalhador obrigado a fazer-o-que-o-chefe-mandou. Tem que seguir, rezar na cartilha da firma. Mas hoje não aguentei. Soltei todos os palavrões que eu conhecia. E nem assim senti-me aliviada. Nem poderia. Pois era como se tivesse sido estuprada pelo Banco Itaú-Unibanco.

E foi só após ter soltado todos os palavrões que deram todas as explicações. Só que deveriam ter feito isso na primeira vez, ou mesmo na segunda vez. Pois agora Inêz é morta! Agora já me fuderam!

Fica aqui o registro.

Da Série: Uma imagem vale mais que mil palavras!

Falta de dinheiro é uma merda!

Não por apenas ter que fazer grande malabarismo para aproveitar o que se tem à mão, como também contar com ajuda de outras pessoas. Esperando, esperando… Eu sou uma pessoa simples. Não me importo de “reciclar” coisas. Mas com algo tão vital para mim, me esgota física e espiritualmente o não ter outra opção. Explicando:

Como o apartamento é bem pequeno, impossibilitou o uso da cadeira de rodas dentro de casa. O jeito foi continuar fazendo uso de uma cadeirinha já bem antiga (A da foto.). Ela já deve ter uns 20 anos. Ganhou umas rodinhas maiores, de silicone, para suportar o meu peso e o atrito no piso, isso há bem pouco tempo. Também um estofamento de espuma: a bunda agradeceu. Até então, fora um casamento perfeito: minha liberdade e independência de locomoção e cuidar da minha casa.

Mas nos últimos meses de 2011, ela passou a dar problema: roda presa. Paliativamente, uma limpeza e um óleo me dava uns dias a mais no uso dela. Só que em Dezembro, nem isso mais dava resultados. Eu tinha que fazer muita força com o pé, e até com as mãos pelos móveis e paredes – algo que odeio -, para sair do lugar. Eu ainda estou nessa agonia. Para piorar, meu pai que poderia tentar dar um jeito na cadeira, operou a vista em Dezembro. Entrando num período de repouso no pós operatório.

Um pouco antes do Natal, tomei um tombo. Ao dar um impulso maior, a cadeira ficou, e eu voei por cima dela, caindo de bunda no chão. Como se não bastasse, a cadeira logo em seguida voou, pressionando meu pé. Como ainda estava sob o impacto da queda, eu não vi como o meu pé foi atingido. Ficou dolorido e inchado. Como numa entorse. Caramba! Só comigo para coisas assim, acontecerem: “Cadeirante sofreu uma entorse no pé!” :D Seria trágico, se não fosse cômico! Já após o Natal, numa das travadas dela, prendeu dois dedinhos desse mesmo pé, entre ela e a parede. Isso, sem contabilizar outros tombos em outros períodos.

Com isso o meu desgaste aumentou, e muito. Estressada, o esgotamento físico me atingiu. :( Espero que os Amigos desse Mundo Virtual entendam agora o meu afastamento. Em muita das vezes fica difícil tentar mostrar que tudo está bem, quando estou em lágrimas de desânimo, cansaço…

Merda!

(Para que não pensem que se trata de um apego a essa cadeirinha, estou, além desse adendo, colocando a foto do banheiro onde moro. Por ela verão que há pouco espaço entre o vaso sanitário e a parede do banheiro. Por onde eu tenho que passar para fazer uso de todo ele, e por algo mais importante: sozinha. Essa cadeira tem o tamanho exato. Há uma rampa na porta, até para facilitar esse ir e vir do banheiro. Mas com ela travando, o impulso para sair do banheiro, também cansa. A tal rampa, é um granito escuro que se vê perto da porta.

Por ser esse banheiro estreito, e com isso sem ter como me virar próximo à porta, eu coloquei uma cordinha para fechar a porta. Isso quando há visitas. Pois estando sozinha, eu deixo a porta aberta.

Enfim, essa cadeira é de fato necessária. Principalmente pelo tamanho dela.)

(Adendo 2: Eu  escrevi o texto direto aqui no blog; sem nenhum rascunho anterior. Fora num momento de desabafo. Tinha criado expectativa que enfim meu pai solucionaria o problema. Mas como não ocorreu… Agregado a isso, o esgotamento físico leva ao mental. Com isso o texto teve uma falha importante: que seria o porque de reclamar pela falta de dinheiro.

Que não é por uma outra cadeira – essa ainda durará um bom tempo -, nem muito menos por rodinhas novas – elas já foram compradas. O lance seria para procurar por um Engenheiro, ou um Serralheiro… Enfim, por alguém que desse a solução para isso: na adaptação das rodinhas de silicone nos pés da cadeirinha.

O maior problema está ai. A foto está meio tremida (Tirei com o celular.), mas acho que dá para ver que o inox das rodinhas estão como novos. Que mesmo eu rodando muito com elas dentro de casa nesse período, o silicone dessas rodinhas também está bom. Mas já há novas rodinhas; essas ai iriam para outra cadeirinha igual a essa que tenho aqui, ficando para uma emergência. O que enferrujou foi justamente esse adaptador.

O que eu preciso é de alguém que traga, faça o adaptador que deixe as rodinhas com giros de 360º. E tendo um modelo de como fabricar outro, com um outro desgaste futuro, seria fazer novas peças.

Creio que agora relatei melhor :) )

Ou que pelo menos, tenta construir o dia que tem pela frente! Pois viver cada presente dia já é uma dádiva.

Planejar também é muito bom. Mas deixe espaço para o inesperado. Pois é ai que vem um tempero para dar sabor a algo que sairia meio com cara de requentado. Jogo de cintura para certas situações.

E não leve tudo a ferro e fogo.

De Mim, um FELIZ 2012 a TODOS!

Desde que voltei a morar sozinha venho restringindo minha vida na internet. O cansaço físico, aliado ao fato de ficar horas sentada nos afazeres doméstico, me levam mais a querer esticar meu corpo no final do dia, do que passar mais um tempo sentada. Não podendo mais caminhar, o jeito é deitar.

Com isso os blogs, assim como a internet em geral ficam meio que abandonados. Não apenas com as postagens, como também o meu bate-papo com os amigos.

Então, com um tempo mais limitado, dei preferência ao “Cinema é a minha praia!“. Um blog querendo ser um site. Fazendo isso, eu consigo digitar alguns textos pendentes, mas ainda tem mais. Também arrumar algumas pendências internas por lá. Publicar textos dos Colaboradores… Enfim, numa tentiva em manter mais atualizado. Já com esse blog – Diário de uma Cadeirante -, falta muito para atualizá-lo. Como também arrumar um tempo para voltar a alguns compromissos assumidos na net.

O ideal para mim seria um dia para cada um dessas mídias: Facebook, Orkut, Blogs de Amigos e Twitter. Deixando um tempo maior para o “Cinema é a minha praia!” e o “Diário de Bordo de uma Cadeirante” em cada um desses dias. Um segundo tempo maior em divulgar meus textos pela net; por ficar uma esperança de algum dia obter uma renda extra com eles. O que me levaria a sair bem mais de casa. Cheguei a fazer um outro blog – “Receitas & Etc&Tal” – pois estando logada nele facilitaria comentar em blogs no Blogger, mas já o deletei. Sem tempo para postar nele. Continuo pelo WordPress, mesmo ele me estressando com as constantes “falhas no carregamento da página“.

Também aproveito para esclarecer que quando publico textos meus nos blogs do WordPress eles automaticamente são notificados nos meus perfis no Facebook – o Praia Cinéfila e no Twitter – o Praia Cinéfila. De eu nem precisar ir até eles. Assim, posso estar sim online, mas não no Facebook, nem muito menos sabendo o que está passando por lá.

Me dei uns dias de recesso da net. Estava precisando desse tempo. Com isso, há um atraso maior. Aliado a digitar muito devagar. Ai complica muito mais. Mas esse afastamento me fez bem. Estou mais leve. Sem pressa, farei tudo a seu tempo. Se criar teias de aranhas com essas longas pausas, darei um faxina por lá :) Sério agora! Não pensem que os abandonei. Sumo por um tempo, mas volto. Apesar de certos fatos me desanimar, eu ainda dou mais valor ao lado bom da internet.

Quem sabe em 2012 eu consiga administrar melhor meu tempo!.

Por hora, voltando, e com as baterias renovadas.

E com Saudades de Todos!

Por conta de um recesso que eu fiz da net, como também pela publicação automática do WordPress ter falhado, a Despedida da Primavera vai com uns dias de atraso. Teria que ter sido publicado no dia 21 de Dezembro.

Mas ainda em tempo para uma despedida e com esse show de vida!

Na data de ontem, 15 de Dezembro, Oscar Niemeyer completou 104 anos de vida. Parabéns! E um Bravo, a esse notável brasileiro que deu reconhecimento ao país em Arquitetura Moderna. A mim, sempre bate orgulho nesse tocante: o respeito ao Brasil por outras nações.

Não poderia deixar de comemorar o fato de alguém chegar nessa idade: lúcido! Bom demais! Nossa! 104 anos! Com qualidade de vida, há de se aproveitar muito mais essa longa passagem pela terra, por certo. Mas colocando o essência na bagagem, também poderá dizer que a vida é bela!

Me peguei também a sorrir, ao pensar nessa idade. É que se um tio meu estivesse vivo, diria: “São Pedro perdeu a ficha desse!” E dito por carinho! Pois também dizia para a minha avó. Ela morreu com 98 anos. Também lúcida!

Coloquei essa frase dele como título do texto porque ela traduz também o meu pensamento. Também porque coincidentemente eu citei essa frase num outro artigo, sobre pessoas de mão única. Então ficou mais apropriada como título.

Seguindo agora o: Um Feliz Aniversário, Oscar Niemeyer!

Numa manhã de segunda-feira chuvosa, desperto, ligo a tv ainda a tempo de ver um pouquinho do “Bom Dia Brasil”, ainda numa de terminar o sono, continuo vendo a tv. Eis que no início do “Mais Você” a Ana Maria Braga cita essa frase de Ferreira Gullar:  “Não Quero Ter Razão, Eu Quero É Ser Feliz!” E ela me desperta de vez, para mais um dia de vida. Feliz por ainda fazer parte dela! Como me levou a escrever sobre esse tema, e que estava engavetado por um bom tempo.

As limitações físicas que o destino traçou para mim me encaminharam para buscar pela internet um pouco do que ficara difilcultoso: que era um contato físico maior com as pessoas. Continuar a interagir com elas numa troca saudável de impressões. Com a internet seria como trazer todos para conversar comigo dentro do meu quarto, e nas horas livres. Mas… Sempre há um mas!

Então, também como na vida real, há de se tentar entender o porque de que há pessoas que querem sempre ter razão. Pessoas que não deixam margem para quem discorde dela, para quem não idolatre seus ídolos, para quem não goste do que ela goste… São conhecidas como: pessoas de mão única.

Pode-se achar que só quem tem uma postura arrogante que são assim. Mas tem também as com aparências dóceis. Mesmo com um número grande de amizades, a bem da verdade a grande maioria é como um séquito. Para não dizer: bajuladores. Onde todos rezam da mesma cartilha. Nos Fóruns, cedo ou tarde acabam mostrando que também são pessoas de mão única. Por mim podem continuar sendo assim. O problema está em que não deveriam participar de Fóruns e/ou Mídias Sociais com acesso a quem são de mão dupla: os que aceitam a opinião contrária. Ou não levam tudo a ferro e fogo.

Porque num Fórum de debate terão que aceitar as outras opiniões que divergem das deles. A menos que já coloquem uma tabuleta na entrada dizendo que ali não se aceitam vozes discordantes, nem que lhe chamem à atenção. Pois só eles que podem, e sob a égide de: “Quem diz o que quer, ouve o que não quer!” Agora, se atreva a fazer o mesmo com eles: receberá chumbo grosso.

Eu sempre me questiono diante até de um entrevero com as de mão únicas, se no determinado episódio também estou sendo. Talvez por ser uma dupla capricorniana, eu sou a minha maior crítica. Se pesa de um lado o meu próprio julgamento, de outro alivia um pouco por reconhecer quando estou errada. O eufemismo mais leve que me deram foi de usar lentes cor de rosa. Meigo! Mas eu parto do princípio que isso faz parte da personalidade dessas pessoas. Logo é um problema delas se possuem uma visão já fechada acerca das coisas. Por vezes, eu sigo numa de não ter entendido. Quando o assunto me interessa, eu sigo tentando expor a minha opinião. Ai é batida de frente!

Agora, com o tempo também vêem com algo que mais foram contras. É quando me levo a pensar que não devo mesmo ocupar meu tempo com essas pessoas.  E bem que essas pessoas de mão única poderiam seguir como essa frase de Oscar Niemeyer:

Não deixo que ideologia nenhuma interfira nas minhas amizades!

Com menos de seis meses no ar, onde a partir do segundo mês ela entrou para as que aparecem na home da Confraria de Cinema e não saiu mais. Sempre numa dança-das-cadeiras entre as mesmas colunas, mesmo com uma totalidade de 25, se manteve nos primeiros lugares. Tendo alcançado o topo várias vezes. Como também virando os meses em primeiro lugar, desde Junho. O que se pode concluir que agrada a muitos, do contrário ficaria entre as últimas colocações. Mesmo tendo apenas seis meses no site, mas que já daria tempo de que se não tivesse agradado o resultado apareceria numa decrescente contabilização geral em visitas. Mesmo assim, ela sairá do ar.

Confesso que não passou pela minha cabeça que eu seria demitida. Se para um site que é monetizado, um dos fatores estaria em ter público, nisso minha coluna mostrou resultados. Então o por que disso? Levaram em conta os que reclamaram dos meus textos. Num universo de mais de 111.000 visitas, o peso desses incomodados contou mais.

Foram alguns Patrulheiros da Gramática que ficaram incomodados com meus erros na redação. Não sei quantos foram, até porque só tomei conhecimento disso hoje, ao perguntar o porque de uma coluna ativa, e que conquistou visitantes no e para o site, sairia do ar. Se essas críticas tivessem chegados até a mim, eu daria um retorno a eles. Como faço com as que me chegam em mãos. No início, eu cheguei a pedir a alguns amigos que verificassem os erros, mas como nenhum se dispos, eu não pedi mais. Mas não me incomodo se algum leitor aponte os erros; eu até  agradeço. No blog tem como corrigir, mas em outras mídias, não.

Como também porque meus textos diferem dos demais. E realmente meus textos trazem de fato a minha assinatura. Nem um pouco ficam como, por exemplo, os muitos que li do filme “Super 8″, onde pareciam cópias xerocadas. Que me levou a uma curiosidade: quem teria sido o primeiro. Isso é algo que me incomoda num site: textos cópias. Tendo vários colunistas, eu espero ler visões pessoais, e não textos padrões.

Agora, em como surgiram as minhas análises de filmes:

Tenho 53 anos. Só compleitei o Ensino Médio; e isso há mais de três décadas. Depois disso, só uma especialização em Designer de Interiores. E dai em diante não quis mais uma volta aos bancos escolares. Fui viver a vida, talvez até já antevedo a minha realidade de agora: fiquei cadeirante. Algum gene meu deve ter me avisado: “Viva, ande, corra… que encontro você aos 45 anos“. Um gene que irá levando meus movimentos. Por sorte, está fazendo lentamente.

Então a internet veio para me mostrar que eu ainda poderia produzir algo. Meu lado B. Mesmo que não financeiramente, escrever veio quase como uma terapia. De Filmes, tenho paixão desde a infância. Mas só passei mesmo a escrever sobre eles após participar ativamente de fóruns no Orkut. Nos debates, e motivados por alguns, de parágrafo em parágrafo, os primeiros textos surgiram.

Como eu semprei gostei de escrever cartas, levei para as análises um jeito de crônicas: contando o que o filme me fez sentir. Sem saber das técnicas de filmagens, das Direções… Isso eu venho descobrindo de 2006 para cá, mas por observação. Sozinha. E sem um Professor, ou mesmo um trabalho renumerado que me forçaria a uma qualificação, eu continuo a escrever por prazer.

Recentemente eu decidi voltar a morar sozinha. Com uma aposentadoria curtíssima, para sobrar grana para o cinema, por exemplo, eu mesma faço todo o serviço doméstico, além da minha comida. Antes, morando com meus pais, eu tinha mais tempo até para escrever. Atualmente, por conta do cansaço físico – empurrar a cadeira também cansa -, meu tempo dedicado a internet diminuiu.

Digitando muito devagar, e já com o corpo pedindo por um descanso, meus textos podem sair com falhas. No afã de publicar, a minha própria revisão pode deixar passar erros gritantes, como até engolindo palavras deixando o trecho confuso. Além de teclas duras no teclado, que engole letras. A isso, peço desculpas a todos vocês que me lêem!

Por um texto mais padronizado aos dos críticos de cinema, eu não tenho gabarito para isso. Seria pedantismo meu escrever, descrever, algo que eu não sei. Eu até já tentei escrever num jeito mais mastigado, mas eu demorava mais. Era um tempo a mais sentada. E sem ganhar dinheiro para isso, acabava me estressando.

Como eu não sabia desse incômodo, publicar no Confraria de Cinema estava sendo prazeiroso. Tive uma dificuldade no início, com o postar em html, por não saber que não haveria negrito, itálico… mas após aprender, foi tranquilo postar. E pelas colocações em visitas da coluna, parecia que ia tudo bem também no lado do site.

Minha saída de lá deixará uma vaga para algum outro colunista ocupar a home. Felicidade ao contemplado! Eu fui feliz lá, e sabia.

Fiquei triste, chorei…
Será uma desventura a mais para contabilizar.
Vida que segue!

P.s: O Gustavo Catão disse que a Coluna ficará até o final do mês. Aproveitem :)

Jornadas

Devemos buscar sempre, entre o que nos separa, aquilo que pode nos unir. Chega de guetos no Planeta!! (Valéria Miguez)

Grata a Todos!

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